28/02/2009

O cúmulo da estupidez

Em virtude dos fatos ocorridos nos últimos meses, que serviram apenas para denegrir a imagem da comunidade brasileira no Japão, é mister apontar os verdadeiros responsáveis por toda essa onda de sentimento anti-nipônico que só servirá para trazer ainda mais desgraças e sofrimentos.
Não é justo culpar o cidadão comum, pois ele não é senão vítima dessa corja de manipuladores imbuídos de ideologias subversivas cujo único objetivo é injetar o ódio entre brasileiros e japoneses e ainda sair como “herói” da comunidade.
Um exemplo é esse Sr. Ângelo Ishi, professor de sociologia da Universidade Musashi.
Todos os seus textos estão implicitamente carregados de mensagens incitando o ódio, na comunidade brasileira, contra os japoneses.
Vejam só a maneira como o sujeitinho escreve:

“Por causa da crise econômica mundial (ou usando isso de desculpa), muitas empresas japonesas vêm demitindo brasileiros nos últimos meses.”

http://www.nhk.or.jp/brasil/colunas/angelo/index.html


A frase seria inocente não fosse o parêntesis: “ou usando isso de desculpa”. Ou seja, desvelando a premissa oculta, para este senhor a crise econômica mundial é apenas um pretexto para demitir os brasileiros. Ele quer fazer crer que não existe crise, ou, se esta realmente existe, não é motivo para demitir ninguém, o que leva a concluir que os japoneses são malvados e, portanto, dignos de todo ódio, aversão e execração pública.
Creio que todos sabem que a crise é real, que afeta o mundo todo, não apenas brasileiros no Japão, e que nestas horas só podemos contar com a caridade dos amigos, dos familiares e da Igreja, o que fugir disso é prostituição.

Infelizmente a vida não é somente flores, existem espinhos também, e a solução não é, como o quer o senhor Ishi, prostituir-se ao Estado. Fica evidente que este senhor exulta de prazer e alegria ao contemplar cenas de protestos como as que aconteceram em Tóquio e Nagóia, pois tudo ocorre exatamente como ele planeja: injetar a discórdia na sociedade e preparar a expulsão de todos os brasileiros do País.

E se alguém achar que é exagero, que estou agindo apenas segundo as minhas opiniões pessoais, que me deixo levar pelas minhas paixões, basta ver como esse sujeito já vem desde muito antes tentando desmoralizar a cultura brasileira com a intenção de mostrar aos japoneses o quão imbecil é o povo brasileiro.
Em Junho de 2001, o senhor Ishi lançou um livro intitulado: “55 capítulos para entender o Brasil”. Segundo o autor o objetivo do livro é desmitificar a imagem negativa que os japoneses têm do Brasil: "Uma das grandes frustrações dos brasileiros que estão trabalhando no Japão é a imagem deturpada, distorcida, tendenciosa e, conseqüentemente, negativa que os japoneses fazem do Brasil".
Pois bem. Entretanto, para o senhor Ângelo Ishi, o Brasil não é apenas a tríade samba-carnaval-futebol, pois, nesse País Glorioso, existe também, adivinhem... a supermodelo Gisele Bündchen e o tenista Gustavo Kuerten.

Não, no Brasil não existe um Joaquim Maria Machado de Assis que, depois de Camões, é um dos maiores, senão o maior, escritor de Língua Portuguesa, deve ser angolano. No Brasil não existem poetas como um Manuel Bandeira, Drummond, e, mais recentemente, Bruno Tolentino, apenas para citar alguns exemplos. Nesta porca miséria de País chamado Brasil não existem músicos como Carlos Gomes e Villa-Lobos, pintores como Tarsila do Amaral, Candido Portinari e di Cavalcanti, escultores como Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho), Frei Agostinho da Piedade e Frei Domingos da Conceição e Silva.

Que miséria de País! Só existe um Guga e uma Gisele “biutin”.
O que dizer de um Otto Maria Carpeaux, austríaco, é verdade, mas naturalizado brasileiro, considerado um dos maiores críticos literários de todos os tempos, conseguindo se destacar mesmo ao lado de gigantes como Alceu Amoroso Lima, Agripino Grieco e Álvaro Lins, autor da única “História da Literatura Ocidental”, obra sem paralelos no ocidente?

O que dizer de um Mário Ferreira dos Santos, um dos maiores filósofos desde Santo Tomás de Aquino e São Boa Ventura, criador de um sistema filosófico a que chamou “Filosofia Concreta” e que publicou, com próprios recursos, uma obra vastíssima chamada "Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais" e, mais ainda, obteve a honra de um longo verbete na Enciclopédia Filosófica do Centro di Studi Filosofici di Gallarate (Firenze, G.C. Sansoni Edittore, 2. Ed. 1969)?

Mas, talvez, a mentalidade modernista e progressista de que está imbuído o senhor Ishi o faça acreditar que tudo isto seja velharia e não mereça a mínima credibilidade--como se obras de valor universal perdessem o seu prestígio com o passar do tempo-- então o convido a conhecer a obra de um filósofo brasileiro atual, Olavo de Carvalho, autor da magnânima obra O Jardim das Aflições, onde se encontram as explicações das causas que geraram e ainda continuam a gerar toda essa degenerescência intelectual do mundo moderno.

Sei que não é justo, nem muito menos razoável, cobrar de um néscio, como o senhor Ângelo Ishi, o conhecimento deste Brasil glorioso. Cobro apenas que se cale ao invés de denegrir ainda mais a imagem do nosso País com esse seu pernosticismo abjeto, ou será que ele acredita que japoneses são idiotas ao ponto de se maravilharem com um Guga e uma Gisele Bündchen? Sinceramente acredito que entre o tenista e a “super model”, Pelé e Sônia Braga representariam melhor o Brasil.

Para encerrar deixo um trecho de um ensaio escrito por Carpeaux sobre Jacob Burckhardt para refletirmos sobre as responsabilidades dos verdadeiros intelectuais em épocas de crise:


“A salvação da ‘civilização da velha Europa’ era o único fim de Burckhardt. Tudo o que fez, e, mais ainda, tudo o que deixou de fazer, estava determinado pela convicção de que os intelectuais não devem levianamente livrar-se; o papel dos intelectuais nas épocas de crise é essencialmente conventual, tem algo do serviço vestalino de guarda do lume sagrado, ou dos ‘mortales’ de Lucrécio que, pelas vicissitudes dos séculos, ‘quasi cursores’ (‘quase corredores’), ‘vitae lampada tradunt’ (‘carregam as tochas da vida’). O que Burckhardt exige, de si mesmo e de nós outros, não é senão isto: no meio da crise que está sacudindo tudo, guardar o ponto firme do espírito livre e da continuidade histórica, para, no turbilhão duma época ilusionista, estar consigo mesmo, sem ilusões e consciente. É uma atitude altiva e humilde ao mesmo tempo.”

Otto Maria Carpeaux, Ensaios Reunidos, volume I, págs. 264 e 265.








Damasio Maria Soares.

12 comentários:

  1. EXCELENTE !
    SIMPLESMENTE EXCELENTE.
    GOSTARIA QUE O SR. ISHI SE INTEIRASSE P/ QUE SAIBA QUE SUA MASCARA ESTÁ CAINDO E SUA COVARDIA ESTÁ SENDO EXPOSTA.

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  2. Eu li um artigo do professor Angelo Ishi numa revista local e tive uma péssima impressão dele.
    Exatamente isso, passou pela minha cabeça.
    Embora a situação em que muitos brasileiros vem enfrentando aqui, seja fruto de muitas ações do passado.

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  3. caraca.
    queria ver o nobre articulista desempregado em um pais onde ele foi parar quase que acidentalmente iludido pela promessa de altas salários e condições de trabalho maravilhosas ter que bater na porta das empreiteiras e dos hello works da vida sem ter onde morar se ainda estaria criticando qualquer um seja lá quem for, em tempo não sou a favor nem contra o sr. ishi nem contra ou a favor de ninguem apenas acho que alguns que não vivem a dura realidade dos trabalhadores ditos temporarios no japão e estão no conforto de suas casa com a geladeira abarrotada de alimentos ficarem falando do que não sabem e criticando quem não conhecem

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  4. ...nao conheco ``sr Ishi ``
    ...com acerteza que sao obras e autores maravilhosos ( no ponto de vista nacional)
    ...mas nao adiantara em nada com uma socedade . nacao ou comunidade , sem seus devidos valores de educacao e cultura !!...o que os brasileiros tvz ,esta com urgencia ah aprender

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  5. Veja bem, caro anônimo, estou na mesmíssima situação de vocês. O que acontece é que esta crise, assim como toda tempestade, é passageira, e quando ela passar, quando tudo voltar ao normal, o Japão continuará sendo primeiro mundo, e a única coisa que vai ficar na lembrança dos japoneses é o quanto o povo brasileiro é fraco.
    Sei que não é fácil, reconheço que muitas famílias estão passando aperto, mas alguém já se perguntou por que é que viemos parar aqui? Foi pelo motivo de nascermos num país onde não encontramos condições de vida mais favoráveis. De modo que o Japão ainda deve ser visto com gratidão.
    O que este imbecil chamado Ângelo Ishi faz é cuspir no prato em que come, e ainda semear a discórdia na sociedade.
    Vejo um monte de idiota idolatrando este senhor dizendo que japonês não presta, que o Japão não é nada sem os brasileiros, e outras sandices mais.
    Quer saber a verdade? Se todos os brasileiros deixarem o Japão, com toda certeza essa civilização milenar continuará existindo numa boa.
    O que precisamos fazer é decidir se vamos ficar aqui de vez ou não, pois um mero migrante mercenário, que só pensa em juntar uma grana para depois cair fora, não tem o direito de reclamar de absolutamente nada.
    Se você faz parte do rol daqueles que só vêm no Japão uma mina de ouro, é simples: basta voltar para casa, a mina de ouro está fechada temporariamente para reparos.

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  6. É incrível como uma simples crise pode afastar o homem da racionalidade. Até hoje só vimos os ditos "formadores de opinião" brasileiros aqui no Japão, que se voltam com tanta desenvoltura a seus papéis, tentar colocar os brasileiros contra os japoneses. Muitas vezes querendo colocar os próprios brasileiros uns contra os outros.
    Esqueceram-se de seu profissionalismo ao tentar repassar uma notícia sem expor sua opinião própria, ou de tentar fazer uma análise de situação baseando-se em fatos e não no diz-que-me-diz.
    É isto o que vemos no Senhor Ishii. Um "sociólogo" que não consegue nem analisar o japonês através de sua cultura milenar, e que tenta impor um pouco mais de 20 anos de movimento dekassegui a um povo cuja história milenar baseia-se em sua desconfiança ao estrangeiro.
    Para exigir respeito devemos primeiro nos respeitar. E por mais que isto soe piegas é o que nós brasileiros cristãos (na fé e/ou na formação cultural) deveríamos mostrar.

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  7. Cindy, quem foi que disse a você que este senhor é Cristão?

    Fé eu sei que ele não tem, formação cultural muito menos, não dá nem para considerá-lo como um raça de víboras,um sepulcro caiado, pois para que ao menos alcance este ponto é necessário melhorar muito.

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  8. estranho...
    sempre considerei q ele estava tentando afastar a discriminação entre os dois povos...
    disseram q um povo q vem aqui somente para trabalhar e ir embora, não tem do q reclamar.
    bem, eu discordo completamente, pois assim como o povo daqui, somos o povo "dalí".
    vc acha justo ser enganado por pessoas, unicamente por desconhecer as leis vigentes no país e conhecer pouco da lingua nativa?
    e tb essa mesma desculpa, sindicatos brasileiros estão dando para o grande corte das montadoras nacionais...
    estão aproveitando a crise para mandar embora funcionários.
    mas, bem, sou simplesmente uma pessoa observando por aí...

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  9. Caro Markus,

    Você realmente acredita que uma pessoa que quer passar aos japoneses a idéia de que o Brasil, em quinhentos anos de história, só conseguiu produzir um Guga e uma Gisele Bünchen está contribuindo para diminuir o preconceito?
    E mais, você acredita mesmo que as empresas estão demitindo só por frescura? Ora, meu amigo, com certeza se houvesse trabalho ninguém seria demitido. Isto é tão óbvio que dispensa qualquer comentário.

    E você também tem a mania de generalizar e partir de falsas premissas. Você acha que todos os brasileiros aqui são “enganados pelos maldosos japoneses”? Se sim, então arrume suas trouxinhas e cai fora. É Simples. Ninguém o obriga a ser “enganado” pelos japoneses “malvados”.

    Não é porque uma ou outra empreiteira explora os brasileiros que todos os japoneses são calhordas; se continuar pensando assim terá que aceitar que todo brasileiro é bandido por causa de meia dúzia que existe por aqui.

    Tente analisar as coisas de fora racional sem se deixar levar por idéias pré-concebidas.

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  10. bem, ao menos postou meu comentário...
    e eu não disse q estavam demitindo por frescura...
    apenas comentei q no Brasil, os sindicatos de metalúrgicos disseram a mesma coisa...
    ALGUMAS empreiteiras? não q eu tenha passado por muitas, mas o q eu conheço é q elas se beneficiam injustamente daqueles q desconhecem a lei japonesa.
    e quem disse "Não é porque uma ou outra empreiteira explora os brasileiros que todos os japoneses são calhordas" foi vc...
    não lembro de dizer q TODOS são assim.

    imaginar q corrupção não existe aqui é infantilidade.
    e os japoneses "malvados" roubam os brasileiros "bonzinhos" pq eles não lutam... povinho fraco q infelizmente pertenço.
    conheço os "bons" japoneses e os "mals".
    e infelizmente, vc não pode citar grandes nomes literários, como vc mencionou no artigo, pq eles não tem repercussão por aqui.
    para COMEÇAR, vc precisa usar exemplos q todos conhecem.
    a partir desse, vc aumenta o leque.
    a menos, claro, q vc tenha uma idéia melhor para fazer isso.
    supondo a educação do Brasil: vc estuda literatura BRASILEIRA e PORTUGUESA.
    não lembro de nenhum professor sequer mencionar Victor Hugo, Servantes, Dante, Oscar Wilde...
    agora minha pergunta para vc:
    VC começaria a mostrar o Brasil através da literatura? alguém q não sabe nem se existe uma tradução para japonês?
    e em especial, onde vc está?
    no Brasil? no Japão?
    pq para mim vc não conhece a realidade do Japão, nem parece conhecer tanto assim a realidade do Brasil tb.
    o q me leva a outra questão: quem é vc para me dizer o q fazer com minha vida?
    o q vc conhece de mim?
    quem analisa as coisas por idéias pré concebidas não parece ser eu...

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  11. Sei que é extremamente difícil fazer-se compreender por alguém que não pode, ou simplesmente não quer, alcançar as intenções ou os sentidos últimos contidos num texto. E exatamente por estar cônscio dos fenômenos que atingem a mentalidade de nossa época, entre eles a incapacidade interpretativa de um texto tão simples, é que tento ser o mais paciente possível com essas pessoas.

    Primeiro, quando um empregador demite seu empregado é porque não necessita mais de seus serviços; quando cai a produção, conseqüentemente também cai a necessidade de se manter um certo números de funcionários, de forma que só resta ao empregador demiti-los. É difícil entender isso?

    E infantilidade maior é partir de pressupostos que jamais foram citados num texto, como, por exemplo, sua frase que diz: “imaginar q corrupção não existe aqui é infantilidade.”
    Corrupção existe em todos os lugares, faz parte da própria natureza dialética do mundo manifestado. Creio que não é necessário entrar em maiores detalhes sobre isso.

    Outro erro muito comum na educação, não só brasileira, pois esse é um fenômeno universal, é essa mania de querer nivelar tudo por baixo: só porque a maioria não conhece, então não se deve ensinar. Partindo desse pressuposto, então não se deve ensinar a cultura superior a ninguém.
    E o que questionei não foi isso, mas a estupidez de achar que Tênis e Moda formam algum tipo de “cultura”. Ou será que você acha que alguém vai ficar mais inteligente em saber que Guga e Gisele Bünchen são brasileiros?
    Com relação a traduções de obras brasileiras, por que o Sr. Ishi, ao invés de ficar escrevendo besteiras na mídia, não tenta algo neste sentido? Eu mesmo respondo: é porque não conhece nada de cultura, é um pernóstico semi analfabeto muito metido à besta sem o mínimo conhecimento necessário sequer para ser ao menos um office boy. Fico imaginando que diabos ele deve ensinar pra garotada na universidade...

    Estou no Japão sim senhor, mas creio ser demasiado arrogante dizer que se conhece a total realidade objetiva e concreta de qualquer assunto, seja do Japão ou do Brasil. O que sei é que tenho, ou pelo menos tento ter, a humildade de reconhecer que sei o que sei e que não sei o que não sei. Agora, se você sabe tanto assim, então por que esse desgaste em me fazer repetir as mesmas coisas várias vezes?

    E sei que não posso dizer a você o que fazer com sua própria vida, então só posso repetir o conselho:
    Você acha que todos os brasileiros aqui são “enganados pelos maldosos japoneses”? Se sim, então arrume suas trouxinhas e cai fora. É Simples. Ninguém o obriga a ser “enganado” pelos japoneses “malvados”.

    Mas é só um conselho.

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  12. Eu concordo com o Damasio.
    Ele muito freqüêntemente tem demonstrado contradições no que diz. Não sou de ler a revista
    Alternativa pois não considero uma revista útil e não acrescenta nada. Mas vendo as cartas direcionadas a ele percebo que existe um filtro onde só opiniões favoráveis a ele são postadas.
    Eu mesmo fiz várias críticas a ele no sentido de
    expor uma opinião contrária ao que dizia.Não recebi resposta e muito menos foi postada.
    Eu só posso tê-lo sob suspeita já que as suas atitudes não ajudam a criar harmonia entre as duas sociedades.
    Eu acho muito estranho que uma pessoa como ele vivendo à custa do dinheiro japones tenha atitudes anti-nipônicas. Eu defendo a sociedade japonesa pelo simples fato de que essa nada ter a ver com a americana ou a européia. Isto tem causado no brasileiro um desentendimento muito grande muitas das quais proveniente da falta de conhecimento acerca da cultura.
    Tem tantas coisas que o brasileiro mal interpreta nessa sociedade que, só aquele que gosta e se aprofunda reconhece o lado bom daqui.
    O choque cultural é maior àqueles que realmente não se interessa por cultura ou coisa assim.
    O Damasio tem colocado este assunto de uma maneira muito interessante numa comunidade que tende a ter uma única visão ou seja todos tendem a acreditar o que se diz na mídia por pessoas como o Angelo. Eu fiquei extremamente chocado como esta comunidade tinha se tornado fácilmente manipulado por uns poucos.
    Em um dos foruns cheguei a compara isto a um "Curral eleitoral" onde o poder faz o que quer e por cima de tudo obtém o apôio popular.
    Espero que continuemos a combater a desinformação e ajudar a divulgar a verdade das coisas.

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